Manhattan Transfer, é o título do livro de 1925, fala sobre a vida em Nova Iorque, sendo foi um sucesso comercial. Livro de John dos Passos que foi um artista e escritor americano.
"Sinopse: John Dos Passos é sem dúvida um nome incontornável da literatura norte-americana do século XX. Responsável pela introdução de técnicas literárias inovadoras e originais, inspirou toda uma nova geração de escritores e mereceu a crítica elogiosa dos seus contemporâneos. Manhattan Transfer, publicado pela primeira vez em 1925, é justamente considerado por muitos a obra mais importante do autor. Através deste livro John Dos Passos esboça um retrato fiel da América, captando o verdadeiro espírito da cidade de Nova Iorque pelo olhar, bastante próximo do registo cinematográfico, daqueles que a habitam."
«O melhor livro moderno sobre Nova Iorque […] uma narrativa muito completa… sobre os vastos grupos de trabalhadores, vencedores e vencidos que são eles mesmos o espírito de Nova Iorque.» | D.H. Lawrence
«Se tem curiosidade em saber como é Nova Iorque, a que cheira... então este é o livro indicado para si.» | New York Herald Tribune
No âmbito do Simpósio anual John dos Passos, este ano com o tema A Arte em John dos Passos, no Centro cultural John dos Passos, Ponta do sol, onde realizaram-se várias actividades, que também duas escolas da região estiverem presentes nestas actividades, realizando palestras nas escolas e expondo trabalhos dos alunos, no Hotel Porto Mare, no Funchal.
Além da exposição de trabalhos no hotel, a minha turma realizou uma exposição na Galeria da escola Francisco Franco. Exposição com trabalhos que foram realizados na disciplina de Oficinas de artes, numa proposta com duas vertentes, uma vertente plástica e uma vertente digital, coordenadas pela professora Rita, e pelo professor estagiário Márcio.
O excerto que escolhi trata de uma situação de barbearia. Situação essa que fiz uma relação de passado com o presente, criando uma instalação onde liguei os trabalhos das duas vertentes numa só, ou seja, o trabalho plástico e digital num apenas, criando a instalação. Este é o excerto escolhido, o texto abaixo, que serviu para a criação do meu trabalho.
"...Quando o barbeiro inclinou a cadeira para lhe fazer a barba quis esticar o pescoço como um cágado voltado sobre a carapaça. A espuma espalhava-se ensonada pelo seu rosto, fazia-lhe cócegas no nariz, cobria-lhe as orelhas. Afundou-se em colchões de penas feitos de espuma, espuma azul, negra, fendida pelo brilho distante de navalhada, pelo brilho do enxadão entre nuvens de negro-azulada espuma. O velho estendido de costas no batatal, com a barba branca como espuma erguendo-se cheia de sangue. Cheias de sangue as peúgas, das bolhas nos calcanhares. As suas mãos abraçaram-se frias a calosas como as mãos de um morto debaixo da mortalha. Deixe-me cá levantar... Abriu os olhos..."
A "primeira" coisa que realizei neste trabalho foi a fotografia, ou seja a parte B da proposta de trabalho, uma fotografia que por si só descrevesse o excerto que queria representar.
A pintura foi o que fiz ao longo de algumas aulas, a pintura que representa uma cadeira de barbeiro, típicas da época, para que ficasse tudo transportado para o tempo em que o excerto foi escrito. A imagem da cadeira sem sombra e como se flutua-se para elevar a ideia de não existir sombra, como se o tempo tivesse passado muito rápido.
Este trabalho, composto para criar a ambiência pela instalação. Compus a tela em cima de um banco embrulhado/tapado/amarado por um lençol branco, assim como uma mesa composta também por um lençol branco, isto para dar a sensação do passado com o presente, assim como a mortalha do barbeiro, pendurada, como se fosse deixada ali e que o tempo tivesse passado por ela. O quadro com a fotografia transmite a ideia de imagem que ficou reflectida no espelho da barbearia, que permaneceu e fosse das únicas coisas que permanecesse até os nossos dias, assim como os objectos que estão em cima da mesa. Criei os objectos e a instalação achando que é importante a peça funcionar em grupo, mas também muito importante funcionar cada peça por si só, foi o que tentei criar, na tentativa de enriquecer o trabalho e dando mais pormenor.